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Como você avalia a divulgação da maior campanha de vacinação do mundo, realizada no Brasil?
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O homem que toma a vacina contra a rubéola pode oferecer algum risco à mulher grávida durante a relação sexual?
Não há nenhum risco do homem vacinado contra rubéola para a mulher grávida no contato sexual.
Porque, mesmo as mulheres que não querem mais engravidar devem tomar a vacina?
É uma forma de solidariedade (se assim podemos dizer); quanto maior o número de pessoas vacinadas, maior é o cordão de proteção formado para que o vírus da rubéola não circule, ou seja, mais rapidamente ocorra a interrupção da circulação viral.
A vacina contra a rubéola pode transmitir a doença?
Não, pois a sua formulação é de vírus atenuados. Em 5% das pessoas vacinadas podem surgir febre baixa, exantema muito discreto. Essa é uma manifestação que o corpo diz que a vacina está atuando no organismo, produzindo os anticorpos de proteção.
A vacina corta o efeito do anticoncepcional?
Não há nenhum efeito sobre a ação do anticoncepcional.
A ingestão de bebida alcoólica corta o efeito da vacina?
Não há interferência da ingestão do álcool sobre a ação da vacina.
A pessoa pode se alimentar normalmente antes e depois de tomar a vacina?
A alimentação antes e após a vacina é a mesma de sempre. Normal.
Uma pessoa que tomou a vacina pode oferecer algum risco ao ficar no mesmo ambiente que uma mulher grávida?
Não há nenhum risco se uma pessoa vacinada contra rubéola estiver no mesmo ambiente que o de uma mulher grávida.
O que é a Rubéola?
A rubéola é uma doença aguda causada por vírus, muito contagioso, que se transmite com extrema facilidade. A pessoa doente pode apresentar manchas avermelhadas na pele, começando no pescoço, que depois se alastra para o tronco, pernas e braços.
Quais são as manifestações/sintomas da Rubéola?
A doença é aguda porque os sinais principais aparecem rapidamente, as manchas no corpo (exantema) apresentam máxima intensidade no 2º dia e desaparecem até o 6º dia, durando em média de 5 a 10 dias, coincidindo, geralmente com o início da febre, que é baixa. Esses sinais colaboram para fazer a diferença com outras doenças que apresentam manchas no corpo. Podem estar presentes, também, alguns sintomas gripais, dor de cabeça, dores generalizadas, conjuntivite, coriza e tosse. É importante saber que a metade dos casos de rubéola são assintomáticos, ou seja, em 59% dos casos os sintomas não estão presentes, não são visíveis. O problema é que estes casos assintomáticos podem contagiar as pessoas suscetíveis, ou seja, pessoas desprotegidas, seja por não terem tido a doença, seja por não serem vacinadas.
Qual é o modo de transmissão da doença?
Os vírus são transmitidos de uma pessoa infectada para outra quando esta entra em contato direto com as gotículas de secreções que saem do nariz e da boca da pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar. A transmissão por meio de objetos contaminados, ou seja, a transmissão indireta, pode acontecer. Quando a grávida mantém contato com as gotículas de secreções de pessoa doente, mesmo assintomática, ela transmite o vírus para o bebê através da placenta. O vírus provoca infecção na placenta e no feto.
Não é indicado às gestantes tomar a vacina. Neste caso a gestante pode abortar ou o bebê pode nascer morto, além disso o bebê pode nascer com a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) e apresentar alguns problemas que perduram por toda vida. Os problemas mais comuns são: deficiência auditiva (surdez), lesões oculares (retinopatia, catarata, glaucoma), problemas no coração (más formações cardíacas), problemas neurológicos.
Qual é o período de incubação da Rubéola?
O período de incubação varia de 14 a 21 dias. A média é de 17 dias.
Qual é o período de transmissão do vírus da Rubéola?
O período de transmissibilidade é de 5 a 7 dias antes do início do exantema, aproximadamente, e pelo menos de 5 a 7 dias depois.
Os países das Américas estabeleceram a meta de “Eliminação da Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita (SRC)” para o ano de 2010?
Todos os países da região das Américas se comprometeram no ano de 2003, durante a 44ª reunião do Conselho Diretor da OPAS, em eliminar a rubéola e SRC, reafirmando este compromisso em outubro do ano de 2007 por meio da Resolução CD44.R1, em alcançar a meta de "eliminação da rubéola e da síndrome da Rubéola Congênita (SRC)" para o ano 2010.
O que é a Síndrome da Rubéola Congênita?
É a infecção do feto pelo vírus da rubéola, causando um conjunto de malformações, em especial quando ocorre no primeiro trimestre da gravidez.
Quais são as manifestações mais freqüentes da SRC?
As malformações mais freqüentes são: catarata, glaucoma, surdez, cardiopatia congênita (persistência do canal arterial, estenose aortica e pulmonar) e neurológica.
Com quanto tempo as pessoas que nascem com a SRC podem transmitir o vírus?
As crianças com SRC podem transmitir o vírus e contaminar outras pessoas até um ano após o nascimento. É necessário evitar o contato destas crianças infectadas com gestantes. A transmissão do vírus é maior nos primeiros meses de vida e ocorre por meio de objetos recém contaminados pelas secreções nasofaríngeas, sangue, urina e fezes de recém-nascidos infectados.
Existe tratamento ou cura para SRC?
Não existe tratamento específico para a SRC. Estas crianças necessitam tratamento cirúrgico para corrigir suas malformações e também requerem de reabilitação. Esta enfermidade pode provocar graves seqüelas e incapacidade nas crianças afetadas.
Quais foram os resultados alcançados com a Campanha Brasil Livre da Rubéola, realizada em 2008?
A Campanha, que teve duração de 20 semanas, vacinou mais de 67 milhões de homens e mulheres de 20 a 39 anos de todo Brasil. No Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, o publico alvo foi a população de 12 a 39 anos.
Entre as mulheres, foram vacinadas mais de 34,8 milhões, com 98,4% de cobertura; entre os homens, o número de vacinados chegou a quase 32,4 milhões, alcançando o índice de 93,1% da população-alvo.
No grupo populacional, de 12 a 19 anos, foi alcançada uma alta taxa de pessoas imunizadas, chegando a 108,44%, diferente do grupo de 20 a 39 anos, onde o percentual de cobertura foi relativamente menor, 94,45%.
O Brasil ganhará o Certificado de País livre da Rubéola?
Essa Campanha tem como objetivo a eliminação da circulação do vírus da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) até 2010, conforme meta estipulada pela OPAS (Organização Pan Americana de Saúde). Os resultados expressivos, alcançados graças à cooperação de todos os cidadãos e gestores dos Estados e do Governo Federal, fizeram com que o Brasil se credenciasse para receber o Certificado de País Livre da Rubéola da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Até o ano de 2010 será realizada uma vigilância ativa sobre a doença, em todos os Estados brasileiros, para que nos próximos meses seja possível registrar a eliminação do vírus em todo o território nacional, atingindo o reconhecimento internacional.
Eu ainda posso me vacinar contra a Rubéola?
Sim. Aqueles que por ventura não se vacinaram em 2008 podem se vacinar esse ano, inclusive as mulheres que se encontravam gestantes durante a campanha.
Para isso, basta procurar um Posto de Saúde ou mesmo as Equipes Volantes de Vacinação, levando consigo o cartão de vacinação e a carteira de identidade.
Como a OPAS se certificou do sucesso da Campanha Brasil Livre da Rubéola?
Foi enviado à OPAS (Organização Pan Americana de Saúde) um relatório detalhado da Campanha, que contemplou todo o processo vivenciado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na realização da Campanha Nacional para a Eliminação da Rubéola.
Esse relatório contém informações que vão desde a logística para mobilizar a sociedade brasileira, informações sobre a vacina e a campanha, sobre os resultados alcançados em diversos veículos de comunicação, bem como suas estratégias adotadas.
Mulheres que estão amamentando podem tomar a Vacina contra a Rubéola?
Podem, por isso que a Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações recomenda a vacinação no pós-parto e puerpério.
Por que a vacina não é indicada para maiores de 40 anos?
Estudos de soroprevalência demonstraram que as pessoas maiores de 40 anos já estão protegidas, pois adoeceram em algum momento de suas vidas. Além disso, os surtos demonstram que as faixas etárias mais acometidas foram entre 12 a 39 anos, sendo a maior incidência de 20 a 29 anos (12,6/100000hab).
Qual é a segurança e eficácia da Vacina?
A vacina RA 27/3 é muito segura e com uma eficácia maior que 95% em média. A resposta máxima de anticorpos se observa entre os 14 e 21 dias depois da vacinação e existem estudos que indicam que a imunidade se mantém por toda a vida. É uma vacina pré-certificada por organismos internacionais que cumpre todos os controles de qualidade e regulações nacionais.
Como se aplica a vacina?
A vacina aplica-se por via subcutânea, na região do deltóide na face ântero-lateral externa do antebraço.
A que temperatura se conserva a Vacina?
Para garantir sua efetividade deve-se mantê-la em condições adequadas de refrigeração e conservação +2ºC a +8 ºC. Uma vez reconstituída deve-se administrar em um prazo máximo de 8 horas.
Quais são os principais eventos adversos que as vacinas contra Rubéola e Sarampo podem apresentar?
Os principais eventos adversos que poderão apresentar são: febre e erupção cutânea leve (exantema) que surgem entre cinco a doze dias depois da vacinação (cerca 5% das pessoas susceptíveis). Artralgias e artrites transitórias ocorrem mais freqüentemente em mulheres adultas e se iniciam entre uma e três semanas após a vacinação, com duração de um dia a três semanas. As manifestações são leves e desaparecem em poucos dias.
Quais situações indicam o adiamento da vacinação?
Pessoas com imunossupressão por doença ou terapêutica. Essa recomendação tem como justificativa a possibilidade de não ocorrer resposta imunogênica. Pacientes com enfermidades graves febris, justificando-se o adiamento para que seus sinais e sintomas não sejam atribuídos ou confundidos com possíveis eventos adversos relacionados à vacina. As mulheres grávidas devem receber a vacina contra rubéola após o parto ou no pós-aborto. Importante informar que: a administração inadvertida durante a gestação não indica a interrupção da gravidez.
Se o usuário estiver tomando algum tipo de medicamento (antibiótico) pode se vacinar contra a Rubéola?
Sim. A contra indicação à vacina é orientada em caso de pessoas com antecedente de reação anafilática sistêmica após uso de neomicina ou dose prévia de vacina contra rubéola/sarampo. Entende-se por reação anafilática sistêmica a reação imediata (urticária generalizada, dificuldade respiratória, edema de glote, hipotensão ou choque) que se instala habitualmente na primeira hora após o estímulo do alérgeno.
Uma pessoa vacinada na infância pode apresentar a doença quando adulta?
Se a pessoa apresentou resposta imune após a primeira dose, terá proteção duradoura, provavelmente para a vida toda.
Existe algum risco em vacinar uma mulher grávida contra a Rubéola?
A evidência disponível atualmente, indica que não existe risco de SRC se a vacina contra a rubéola for aplicada em uma mulher grávida, ou antes, da concepção. Dados de seguimento atualizados em 2006 informam que de 24.924 mulheres vacinadas inadvertidamente contra a rubéola durante as campanhas de vacinação da Região das Américas, não se identificou nenhum caso de SRC.
Por que não se recomenda vacinar as mulheres grávidas durante a campanha contra a rubéola?
Embora já esteja demonstrado que a vacina não tem efeitos teratogênicos no feto, durante uma gestação podem apresentar – se diversos eventos (abortos, natimortos, etc.) que são apenas coincidentes com a vacinação. Por isso é importante fazer o acompanhamento de cada gestante vacinada inadvertidamente para evitar que seja atribuída à vacina qualquer evento que aconteça com esta gestante.
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